A disputa judicial envolvendo o humorista Renato Aragão, de 91 anos, ganhou um novo capítulo. Após a Justiça do Rio de Janeiro determinar a penhora de sua mansão, avaliada em R$ 18 milhões, por causa de uma dívida de IPTU, o artista e a esposa, Lilian Taranto Aragão, recorreram ao Judiciário para tentar suspender temporariamente a cobrança.
Na última quarta-feira (4), o casal e a Procuradoria-Geral do Município do Rio de Janeiro apresentaram uma manifestação conjunta solicitando a suspensão do processo por 30 dias. O pedido também prevê a ampliação do prazo para que Renato Aragão possa contestar a decisão que autorizou a penhora do imóvel.
De acordo com informações divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, a solicitação está relacionada ao avanço das negociações entre as partes para formalizar um acordo de regularização dos débitos tributários.
No documento encaminhado à Justiça, os envolvidos afirmam que estão em “fase avançada” de negociação de um termo de transação individualizada. A proposta busca estabelecer condições específicas para quitar as pendências financeiras relacionadas ao imóvel.
Caso o pedido seja aceito, os prazos processuais ficarão suspensos durante o período solicitado, permitindo que as negociações avancem sem a realização de novas etapas judiciais.
A solicitação, entretanto, ainda depende de análise da juíza Kátia Cristina Nascentes Torres, da 12ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Até o momento, não há decisão autorizando a paralisação do processo.
Dívida de IPTU chega a R$ 676 mil
A movimentação ocorre após a Justiça determinar, em 27 de outubro, a penhora e a avaliação da mansão de Renato Aragão, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
A cobrança envolve débitos de IPTU referentes aos anos de 2021, 2022 e 2023, que somam aproximadamente R$ 676 mil. A execução fiscal foi ajuizada pela Prefeitura do Rio em dezembro de 2025, inicialmente no valor de R$ 548.283,69.
Em janeiro de 2026, a magistrada determinou que o humorista fosse citado para efetuar o pagamento da dívida em até cinco dias. Posteriormente, em abril, o município voltou a se manifestar no processo e solicitou novas medidas para garantir o recebimento dos valores.
Entre as providências solicitadas estavam a citação pessoal por oficial de Justiça, a possibilidade de comunicação por edital, caso o artista não fosse localizado, e o arresto do imóvel como garantia da cobrança.
Com a decisão de outubro, foi determinada a expedição de um mandado para que um oficial de Justiça realizasse a penhora e a avaliação da propriedade. O humorista também foi nomeado depositário do imóvel, ficando responsável pela conservação do bem.
A mansão, que já foi anunciada para venda por R$ 18 milhões, permanece no centro da disputa. A determinação de penhora, porém, não significa que o imóvel tenha sido definitivamente perdido ou que já exista uma data marcada para leilão.
Anteriormente, a assessoria de Renato Aragão informou que as questões jurídicas e financeiras do artista estavam sendo acompanhadas por seus advogados e que a dívida seria integralmente quitada.


