Prefeitos de municípios baianos reunidos em Brasília, na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM), reclamaram da crescente elevação dos custos para a realização dos festejos juninos e cobraram a abertura de diálogo com órgãos de controle para a definição de recomendações e critérios que orientem a contratação de atrações artísticas no período do São João.
A pauta foi conduzida pelo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, prefeito de Andaraí. Segundo os gestores, a disparidade nos valores cobrados por artistas e produtoras cria pressão sobre prefeituras com menor arrecadação e pode comprometer a realização das festas, que geram renda local.
Os prefeitos defendem que a criação de parâmetros técnicos e orientações dos órgãos de controle, como tribunais de conta e Ministério Público, ajude a uniformizar práticas e reduzir riscos de irregularidades, sem, porém, inviabilizar culturalmente as programações. A proposta prevê estabelecer critérios objetivos para contratos, prazos de pagamento e comprovação de capacidade técnica das produtoras.
Em nota à imprensa durante o encontro, a UPB reforçou a intenção de buscar alternativas jurídicas e administrativas que permitam a realização das festas sem comprometer a legalidade dos processos de contratação e o equilíbrio fiscal dos municípios. Conforme informações apuradas pelo Hora 1 Bahia, a mobilização inclui a intenção de articular reuniões com órgãos de controle e com a CNM para definir um conjunto de recomendações já antes da temporada junina.
Prefeituras de menor porte afirmam que, sem parâmetros, muitas cidades ficarão obrigadas a optar por atrações de menor expressão ou até cancelar eventos tradicionais, com impacto na economia local. Gestores citam ainda casos em que o mesmo artista cobra valores muito diferentes entre cidades vizinhas, o que pressiona financeiramente quem tem orçamento mais apertado.



