Um camarote de luxo no Circuito Barra-Ondina, que pertencia a um rifeiro investigado por lavagem de dinheiro, mudou de função neste Carnaval. Por meio de uma autorização judicial, a Polícia Civil da Bahia passou a utilizar o espaço como ponto de observação estratégica desde o último sábado (14). O imóvel havia sido interditado durante a Operação Falsas Promessas 3.
A ocupação é um desdobramento de uma investigação do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção (Draco). Segundo o delegado Fábio Lordello, diretor do departamento, o camarote estava em nome do advogado do rifeiro e era utilizado para ocultar recursos de rifas ilegais e empresas de fachada. O proprietário foi preso em flagrante na última quarta-feira (11) por posse de armas e munições de uso restrito.
Apreensões Milionárias
A operação revelou um patrimônio ostentoso financiado pelo esquema criminoso. Entre os bens apreendidos pelas equipes do Draco, Core e Saer, destacam-se:
- Veículos de luxo: Uma Lamborghini de R$ 2,5 milhões e duas SW4 blindadas com sirenes.
- Aeronave: Um avião avaliado em mais de R$ 10 milhões.
- Valores e eletrônicos: R$ 130 mil em espécie, iPhones 17, PlayStations e uísques caros.
- Arsenal: Uma pistola 9mm, mil munições e cinco carregadores de fuzil.
Além do rifeiro, seu advogado também teve a prisão convertida em preventiva. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de obstrução de justiça ao tentar acessar remotamente um celular que já havia sido apreendido pela polícia.
A ofensiva contra o grupo criminoso não se limitou a Salvador. Mandados foram cumpridos em Feira de Santana, Camaçari e cidades de São Paulo, resultando no bloqueio de aproximadamente R$ 125 milhões em contas dos investigados. Agora, o antigo reduto de ostentação serve ao Estado para garantir a segurança dos foliões no circuito mais badalado da capital.



