Uma campanha lançada pela União dos Municípios da Bahia (UPB) propõe que prefeituras do estado não contratem artistas com cachês superiores a R$ 700 mil para as festas de São João em 2026. A iniciativa, intitulada “São João sem Milhão”, busca preservar a tradição cultural dos festejos juninos e evitar comprometer a saúde financeira dos municípios.
A mobilização já ganhou apoio de associações municipalistas nos nove estados do Nordeste, que pretendem adotar medidas semelhantes, segundo a UPB. O objetivo é fortalecer o forró pé de serra e ampliar espaço para artistas locais, valorizando a cultura regional com custos mais acessíveis.
Na segunda-feira (2), o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) assinaram uma nota técnica com diretrizes para orientar as prefeituras nas contratações. O documento estabelece R$ 700 mil como faixa de atenção especial para gestores públicos na avaliação de contratos.
A nota técnica recomenda que a pesquisa de preços leve em conta a média dos cachês pagos no período junino anterior no estado, ajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para garantir comparação adequada nas contratações. Autoridades envolvidas destacam que a proposta não pretende impedir a realização das festas, mas assegurar equilíbrio e planejamento das despesas públicas.



