Um grupo especializado em furtos, roubos e comércio ilegal de canetas emagrecedoras voltou a ser alvo da Polícia Civil da Bahia na manhã desta quarta-feira (14), com o cumprimento de cinco mandados de prisão em Salvador. A ação faz parte da segunda fase da Operação Mirakel, que mira toda a cadeia criminosa envolvida no esquema.
Investigadores descobriram que o grupo não apenas subtraía os medicamentos de alto valor de farmácias, como também organizava a revenda ilegal dos produtos, ampliando a atuação criminosa para além do furto clássico. A participação de receptadores e vendedores no mercado paralelo era um dos principais focos desta etapa da Mirakel, que agora tenta desmontar a estrutura de distribuição dos itens furtados.
As ordens judiciais foram cumpridas por equipes das Polícias Civil, Militar e Técnica, que localizaram três foragidos no Complexo do Nordeste de Amaralina e outros dois já em unidades prisionais da capital. Além das prisões, duas pessoas foram levadas para depor por suspeita de envolvimento no esquema de venda ilegal.
A primeira fase da Operação Mirakel, deflagrada em junho de 2025, havia identificado que o grupo atacou 23 farmácias em diversos bairros de Salvador, causando um prejuízo estimado em cerca de R$ 2 milhões. Nessa etapa inicial, líderes eram responsáveis por cooptar adolescentes e coordenar os ataques, algumas vezes com integrantes disfarçados de entregadores de aplicativo para facilitar os roubos.
A investigação segue em andamento para identificar todos os receptadores e possíveis outros integrantes da organização criminosa.



