Um médico ginecologista condenado em primeira instância por abuso sexual foi afastado do Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, no sul da Bahia, após atuar por alguns meses em plantões na área de obstetrícia da unidade.
O profissional é Ricardo Ramos Pereira, condenado em outubro de 2024 a oito anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro de vulnerável, cometido no Espírito Santo. O caso ocorreu em abril de 2022, durante uma consulta no hospital municipal de Cobilândia, em Vila Velha, onde uma paciente de 22 anos foi vítima da agressão.
A condenação ainda cabe recurso, e o médico nega as acusações.
Este é o segundo afastamento do profissional após a decisão judicial. Em setembro do ano passado, ele já havia sido desligado da Santa Casa de Lavras, em Minas Gerais, onde também trabalhava como médico. As informações foram divulgadas pelo g1 Bahia.
Em nota, a Santa Casa de Itabuna informou que, no processo de contratação, exige a apresentação de atestado de antecedentes éticos emitido pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb). Segundo a instituição, o documento apresentado pelo médico não apontava impedimento para o exercício da atividade profissional.



