O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o deslocamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o hospital particular DF Star, em Brasília, onde ele passará por exames médicos após sofrer uma queda dentro da cela.
A decisão foi assinada nesta quarta-feira (7) e atende a um novo pedido da defesa. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de golpe de Estado, e depende de autorização judicial para qualquer deslocamento fora do sistema penitenciário, inclusive para atendimento de saúde.
A queda ocorreu na terça-feira (3). No mesmo dia, Moraes havia negado um primeiro pedido da defesa para a realização de exames fora da unidade prisional, por entender que, naquele momento, não havia indicação médica que justificasse a saída.
Os advogados apresentaram nova solicitação alegando urgência na realização de exames de imagem. Segundo a defesa, Bolsonaro bateu a cabeça e passou a apresentar sintomas compatíveis com traumatismo craniano leve, além de episódios de tontura e outros sinais neurológicos.
Aliados do ex-presidente e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) vinham pressionando o ministro para autorizar o deslocamento.
Na nova decisão, Moraes afirmou que Bolsonaro recebeu atendimento imediato da equipe médica da Polícia Federal, que informou que ele estava consciente e estável. Ainda assim, o ministro considerou que o histórico recente de cirurgias, o uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e de anticoagulantes justificam uma avaliação médica especializada.
O ministro autorizou a ida ao hospital nesta quarta-feira e determinou que o transporte e a escolta sejam feitos pela Polícia Federal, de forma discreta, com desembarque pelas garagens do hospital. A PF também deverá manter vigilância durante os exames e no retorno de Bolsonaro à Superintendência da corporação, em Brasília, onde ele está preso.



