segunda-feira, 2 de novembro
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A família do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, morto após ser espancado e roubado em Santos, no litoral de São Paulo, autorizou a doação de seus órgãos. A iniciativa possibilitou que pelo menos quatro pessoas recebessem transplantes, segundo informações confirmadas pelos familiares.

O pai do jovem, Marcelo Rodrigues da Rocha, destacou que a decisão representa uma forma de manter vivo o desejo do filho de ajudar outras pessoas. Em entrevista, ele afirmou que Marcelo sempre foi uma pessoa generosa.

“Ele era uma pessoa tão boa que perdeu a vida, mas salvou quatro”, declarou o pai.

Foram considerados aptos para doação os rins, o pâncreas, o fígado e as córneas. Os órgãos foram destinados a pacientes que aguardavam por transplantes. A captação ocorreu na terça-feira (27), um dia após a confirmação da morte encefálica.

Relembre o caso

Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, durante um evento em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na madrugada de sábado (24), em Santos.

Em determinado momento, o engenheiro se afastou dos amigos para ir ao banheiro e acabou abordado por um grupo de pelo menos sete pessoas. Os suspeitos roubaram seus pertences e o agrediram com socos e chutes. Parte da violência foi transmitida ao vivo pelas redes sociais.

Ao perceberem a demora no retorno, os amigos procuraram Marcelo e o encontraram desacordado. Ele recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhado ao hospital, sendo posteriormente transferido para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Apesar dos esforços médicos, a morte encefálica foi confirmada na segunda-feira (26).

A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte. Dois adolescentes foram apreendidos, e outros suspeitos também foram identificados durante as investigações. A motivação do crime segue sob apuração.